Contribuições, insultos, projectos de execução, mas principalmente donativos chorudos para:
Sei que o arquitecto Taveira é conhecido, tanto no meio como fora dele, pela linguagem que utiliza, pelo tipo de imagem que dá ao projecto, pelo festival de cores que emprega. Ora as Amoreiras não são um caso à parte, são a imagem de marca daquilo que é um cunho pessoal. Eu até já lá passei, “numa altura em que o sol se estava a pôr e aquilo até disfarçava”, mas quando lá volto fico sempre com a sensação de estar a ver o tipo de arquitectura que é adaptada à maneira de construir portuguesa e que tem como resultado final uma imagem meio híbrida. Sabemos que o que vemos está de alguma forma ligado ao imaginário dos arranha-céus e à construção em altura, mas falta ali qualquer coisa, há uma linguagem diferente. Aqui creio que a questão está ligada com o que o LAC disse como sendo de identificação popular. Pois, é verdade, é populuxo, e o facto em si não tem nada contra,não foi afinal de contas feito para o povo de lisboa ? Mas não tem o arquitecto uma certa responsabilidade de educação cultural?Não foi assim que se superaram sempre as correntes estéticas/ideológicas de determinada época? Parece-me ter existido sempre em Portugal, de uma forma generalista, uma certa debilidade no que diz respeito à construção de obras de uma certa dimensão, não só nas tecnologias mas também no pensamento projectual/arquitectónico que está por trás.
No entanto o que aqui se discute não anda muito longe da imagem do edifício e acredito que, apesar de não ter conhecido o local antes, o projecto em si tenha trazido mais valias ao local.
Só para terminar parece-me que o LAC se enganou na bitola, é que às vezes a fasquia parece tão baixa que o vencedor não tem grande mérito.
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publicada por Lourenço Cordeiro #
16:32