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domingo, junho 29, 2003

 

Arquitectura low-fat

Da Tempestade Cerebral chega-nos esta sugestão: o edifício da Robert Wood Johnson Foundation em Princeton, N.J. A CBS dedicou ao edifício uma reportagem. Qual é a novidade? Ora bem, os EUA tem sérios problemas de obesidade. Isto tem impacto não só na saúde pública, mas também nas contas das empresas, que gastam balúrdios de dinheiro (literalmente) em comprimidos, médicos, programas de saúde, etc.
Este particular edifício foi desenhado tendo em conta um objectivo principal: obrigrar as pessoas a andar constantemente de um lado para o outro. Isto é exactamente o oposto do que é normal. Qualquer empresa quando define o programa para o seu edifício, exige "redução de custos", "optimização de recursos", "eficácia operativa", etc. Isto tem conduzido a que os edifícios de escritórios contemporâneos sejam, no geral, bastante desinteressantes. São coisas sem vida. Muito herméticamente fechados.
Neste caso quem visite o edifício depara-se com um cenário diferente. Pessoas que se cruzam nos corredores, que sobem e descem escadas apressadamente, que vagueiam com um tabuleiro de almoço pelo átrio. Diz um dos trabalhadores que já perdeu 20 quilos desde que começou a trabalhar naquele sítio. Diz a administração que esta constante actividade física se traduz num aumento de produtividade.
Este caso deve ser encarado com seriedade. Sabe-se que a Europa corre o risco de atingir os EUA nos índices de obesidade. A excessiva sedentarização da nossa sociedade vai trazer problemas. Hoje em dia as pessoas já não se cruzam na rua a caminho do super-mercado porque fazem uma e-compra. Bem sentados na cadeira fazemos as compras do supermercado, encomendamos livros e filmes, vamos às finanças, etc.
Vivemos num mundo que dá um valor muito grande às "novas tecnologias". Esta embriaguez do wireless, da internet, tapa-nos os olhos aos seus vícios. Viver na cidade é cada vez mais sinónimo de atrofia física. Os ginásios facturam.
Fica então esta sugestão, agradecendo à Tempestade Cerebral. Vale a pena ver o video da reportagem. Realmente o movimento constante das pessoas dá uma imagem activa da empresa.
É um bom exemplo para mostrar que a arquitectura é muito mais do que a estética, o gosto, a côr, a moda. A arquitectura estuda e influencia profundamente o modo de viver das pessoas. Mesmo quando não dão por isso. LAC
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