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sexta-feira, julho 18, 2003

 

Futuro nebuloso

Leonardo Ralha deixa hoje no Independente uma pergunta pertinente: «O que impedirá que os blogues destronem os media tradicionais?» Apesar de ser uma questão actual, acho que não tem sentido. Isto porque a própria essência da blogosfera é a sua marginalidade, o seu carácter de complementaridade. Sem falar da óbvia questão da massificação do público, coisa que a blogosfera nunca terá. Nunca terá porque se um dia isso acontecer, a blogosfera deixa de ser o que é. É impossível haver uma divulgação em massa de alguma coisa sem regulamentação. Ora se há coisa que a blogosfera rejeita é regulamentação. Com diz hoje Pacheco Pereira «Como os blogues não têm editor, a vida aparece sem ser editada», falando depois do «gigantesco editor, o monstro que está dentro». Este aspecto orgânico de auto-regulamentação é fundamental. E é por isso que a blogosfera será sempre um terreno movediço, não estável. Todos sabemos que a massificação da comunicação depende da estabilidade do formato. Os "produtos enlatados" .Sem essa massificação de público os blogs nunca destronarão os media tradicionais. Há outro perigo, que Leonardo Ralha também se refere, esse mais real. Pergunta-se até quando aguentarão os bloggers este ritmo de actividade? Provavelmente morrerão uns, e nascerão outros. A blogosfera está condenada a ser um terreno de constante mutação. Se eu quiser, amanhã este blog termina e começo outro com outra linha "editorial". E assim nunca haverá a "massa crítica" constante de que falou Pacheco Pereira. O que não impede um fenómeno muito interessante, que já vi referido noutro blog (não me lembro qual foi). Para um leitor de blogs, a blogosfera já destronou os media tradicionais. Desde que me tornei leitor assíduo de blogs leio muito menos os jornais "tradicionais". Mas isto acontece porque existe objectivamente mais qualidade de opinião na blogosfera. Sem dúvida. Interesso-me muito mais pelo Abrupto, do que pela coluna jornalística do seu autor. Tal como as rádios pirata, o que nos faz mover é esta liberdade marginal, esta sensação de sub-mundo. Com o crescimento exponencial do número de blogs a coisa vai mudar. Em Janeiro, eram 150. Em Junho 600. Em Julho (alguém que me corrija) devemos ir a caminho dos 2000. E em Dezembro, quando formos 10 000? LAC
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