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domingo, julho 20, 2003

 

Pedro Mexia, Pedro Lomba e o www.JPCoutinho.COM

Tenho de reconhecer que não tenho nada a ver com o assunto. Mas o facto de parte dele ter sido público impele-me para uma reacção. Falo do fim da Coluna Infame e consequente impacto na relação dos seus autores. Não consigo entender a amizade como algo sujeita a um fim abrupto. Amizade que não pressuponha o perdão faz-me confusão. Nunca perdi um amigo. Nunca cortei totalmente relações. Claro que há aquelas situações em que a distância arrefece a comunicação, deixando morrer uma amizade. Mas a atitude de fim violento é rara. Daí que sinta que o que leio no Dicionário do Diabo e posteriormente no Flôr de Obsessão, seja reflexo de uma qualquer situação que não compreenda. Não conheço o Pedro Mexia, não conheço o Pedro Lomba, nem tão pouco conheço o João Pereira Coutinho. Mas quando pessoas que publicamente, através de uma sintonia própria a três vozes, construiram ao longo de vários meses um blog tão inspirador e motivador como A Coluna Infame, deixam deteriorar uma amizade, é caso para tristeza. Ver o Pedro Mexia dizer «Já não sou amigo de João Pereira Coutinho» , ou o Pedro Lomba escrever «O meu ex-amigo João Pereira Coutinho», deixa-me desiludido. Como já disse só falo disto porque teve uma componente pública. Como diz o Pedro Mexia houve factores privados que não conhecemos. Ainda bem, nem os quero conhecer. Mas a Coluna Infame foi muito mais do que um blog. O facto de ser escrita a três mãos só realçava a sua qualidade e a consequente cumplicidade dos seus autores. A Coluna Infame não existiria sem uma amizade forte. Nunca poderia ter o mesmo sucesso. Ver agora os dois Pedros referirem-se nos moldes que atrás escrevi ao JPC é difícil de perceber. Ainda para mais quando o fazem num contexto de elogio profissional ao JPC, a propósito do início de actividade do seu site, que acontecerá em breve. É nisto que a minha distância a estas atitudes se torna mais forte. Se, imagino, algum dia me acontecer um corte de amizade como este, de certeza que procurarei esquecer. Esquecer. Como quem se envergonha de algo e o quer esconder. Admiro este distanciamento capaz de separar o homem JPC do escritor JPC. Não deve ser nada fácil. Escrevo este texto porque raras pessoas, ou colunistas, me provocam um sentimento de sintonia como o Pedro Mexia. Identifico-me com quase tudo o que ele escreve. Ouvi muitas vezes dizer «vocês sabem tudo, só não têm nomes para as coisas». Com as opiniões do Pedro Mexia acontece-me isso. A sua arte para a escrita consegue passar para palavras, de um modo incomparavelmente mais eficaz do que eu alguma vez o faria, opiniões que sinto, posições que tomo. O sacana às parece que escreveu só para me fazer a vontade. Daí que, e repito devido ao facto de este episódio ter tido um lado público, sinta alguma preplexidade e desilusão por este acabar de uma (duas) amizade(s). O último post de PM na Coluna começava assim: «A política não é a coisa mais importante do mundo. Nem os blogs.» Custa-me ver que o que aconteceu num blog tenha interferido tão violentamente numa amizade. Fazendo outra vez minhas as palavras do PM, e aplicando-as aos três, «Continuo a seguir com interesse os seus textos, até porque concordo com as ideias (muitas vezes) e aprecio a prosa (sempre)». LAC
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