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segunda-feira, março 08, 2004

 

Feminismo

For one thing it has been Gardner’s message – the revolutionary period has been dominated by men, there are very few women among the 400 protean creators I have gathered from other writers. An urbanism both more feminine and coherent would have been far superior to the over-rationalized and bad related boxes that have formed our cities.
(Charles Jencks)

O século passado ficará marcado indiscutivelmente pela “emancipação” na mulher, no mundo Ocidental. A alteração desse estatuto passou por um fenómeno de “igualdade” de direitos, fazendo passar a ideia que entre homem e mulher nada há a separar. O “igualitarismo”. Apesar de isto não ser verdade, foi determinante para a necessária alteração do papel da mulher na sociedade.
As sensibilidades masculina e feminina são diferentes. Se olharmos para a história da arquitectura do sec. XX notamos a ausência quase total da mulher. E, como diz Jencks, isso reflecte-se num ambiente ultra-racionalizado e pouco humanizado. O que deita por terra as teorias igualitárias. O homem e a mulher são diferentes.
Este século será o século da marca feminina na arquitectura. Há quem encare isto com uma calma naturalidade. Para eles não haverá diferença absolutamente nenhuma. Mulher ou homem, arquitectura é arquitectura. Não faz sentido tentar ver aí particularidades de género. Até porque se as mulheres quiserem vencer na arquitectura terão invariavelmente de fazer coisas “à homem”. Enfim.
Para mim é exactamente o contrário. A sensibilidade feminina vai entrar de rompante nas nossas cidades. E isso vai notar-se. Para nosso bem. Estejamos preparados. Mas o que é isso da sensibilidade feminina? São cores e flores? É uma escala mais familiar? É uma domesticação da arquitectura?
Pois claro que não é nada disso e é isso mesmo. A nossa arquitectura é tão masculina que não sabemos sequer o que pode a mulher adicionar. E o estigma da decoração assola algumas viciadas mentes. São eles que mais se vão surpreender.
Há ainda uma barreira a vencer. O primeiro Pritzker para uma mulher. Este irá, como sabemos, para Zaha Hadid. Depois disto sim. Poderemos falar na influência feminina. Porque de Zaha Hadid estamos já nós fartos. LAC

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