O PROJECTO

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quinta-feira, abril 29, 2004

 

luso-português

O arquitecto português continua o mesmo de sempre. Genial, inovador, inventivo, contemplativo, sereno, único, artista, romântico, optimista, orgulhosamente só, impressivo, revolucionário, elitista, educado, regionalista, bom contador de histórias. Possui um ateliê. Não tem sócios, só colaboradores. Ele inventa e manda fazer. É admirado. Tem um dote invulgar para o desenho. Conhece toda a gente. É boémio. Foi boémio. Vai ao cinema, vai ao teatro. Pinta nas horas vagas. Não quer saber do dinheiro, não é capitalista, mas recebe mal, e sabe que recebe mal. Queixa-se do estado da paisagem urbana do seu país. Queixa-se do seu país. É absolutamente francófono. Conhece a europa. Já foi ao Oriente. Despreza a política. Despreza os políticos, menos os que são amigos, esses admira-lhes o sentido de sacrifício. Não conhece a cultura pop. Não lhe interessa a cultura pop. É sarcástico. É religioso não praticante. Trata por tu os seus poetas de eleição. Cita filósofos que lhe convêm. Tem uma admiração pelo interior do país, marca genética do Inquérito. É urbano q.b.. Gosta do campo. É de esquerda. Diz-se feliz. É severamente anti-globalização. É culturalista. Lê revistas da especialidade. Critica-as. Já foi publicado. Diz cobras e lagartos da administração autárquica. Está habituado a ver os seus projectos chumbados. Faz telefonemas. Os seus projectos são aprovados. Os projecto são sempre seus. O cliente é o pretexto. Às vezes, quando tem sorte, aparece-lhe um cliente excepcional. O que quer dizer uma coisa: orçamento com um zero a mais. É extraordinariamente culto. É complexo. Dorme pouco. Mexe-se pouco. Sempre que vai à obra zanga-se. Gosta dos engenheiros. Domestica os engenheiros. Ainda fala em “engenheiros”. Dá aulas “pelo prazer”. Desenha. Desenha sempre. Não gosta do computador. Desconfia. Usa-o. Não vive sem ele. Uma relação amor-ódio. Poucos o compreendem. LAC
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