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sábado, junho 12, 2004

 

Portugal positivo

Hoje, no Mil Folhas:

«"Prototypo" Escreve-se com "O" no Fim
Ana Vaz Milheiro

Lia-se, no primeiro editorial da "Prototypo", revista de cultura arquitectónica e artística, que esta fora "imaginada como uma análise de temas contemporâneos, convocando artistas, arquitectos e pensadores num universo interdisciplinar que os reconhece como produtores de cultura, para além do que é específico nas suas práticas". O "objectivo Prototypo" iniciado em 1999 pelos arquitectos Diogo Seixas Lopes e Paulo Serôdio Lopes e pelo "designer" gráfico Pedro Rufino propunha descolar numa viagem com destino, cujo mapa, se porventura poderia merecer dúvidas aos seus potenciais leitores/interlocutores, estava perfeitamente definido pela equipa editorial. Havia, previamente, um prazo de validade circunscrito ao "nome", com paragens que obedeciam à sucessão cadenciada de nove letras: P, R, O, T, O, T, Y, P, O.

A ter-se assistido a algum milagre, este residiu no facto de a equipa ter conseguido - com flutuações de qualidade - chegar convicentemente ao último "O" da palavra "Prototypo". Não foi por acaso: a partir de um dado momento, persistência também foi sinónimo de "Prototypo".

(...)

Estava em causa fazer uma "revista de arquitectura" competitiva, não exactamente com vista ao "mercado nacional" - o que não fazia qualquer sentido, nesse Fevereiro invernoso de 1999, dada a ausência de "concorrência" interna pela escassez de publicações especializadas -, antes se apostava numa internacionalização. Construiu-se uma proposta editorial que passava pela conjugação do "assunto tratado" com a imagem ou o grafismo. Desde logo, a presença de um sinal visual ou plástico muito forte tornou-se estrutural.

(...)

Curiosamente, na "Prototypo", os seus editores, que também colaboram noutras propostas editoriais através do exercício da crítica (caso de Diogo Seixas Lopes), optaram sempre por se remeter ao silêncio. Confiaram (prudentemente?) na eloquência das recriações a que a revista se foi entregando. "Agora vou-me", escreve Drummond de Andrade em "Canção Final". É tempo de recomeçar.»

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